Fatima Felippe
Artigos, reflexões e notícias
Reflexão

Pensamentos

Pensamentos

PENSAMENTOS

 

🎧 Áudio da Reflexão

 

O que vem antes, o pensamento ou o sentimento?

Quando você pensa, sente e quando você sente, pensa! Porque tudo isso, parece confuso?

 

Quando nascemos e até certa idade somos educados e orientados por outra pessoa que escolhe o que vamos ver, comer, ouvir, vestir e muitas vezes sentir. 

Digo, sentir porque todas as informações que são transmitidas as pessoas geram pensamentos e consequentemente sentimentos bons ou ruins, os quais podem ser expressos por um sorriso, perplexidade, tristeza, alegria, fúria e etc.

Todavia, depois do corte do cordão umbilical ainda há dependência emocional, material psicológica, afetiva e financeira, de modo que até que a pessoa possa decidir por si, os pensamentos em sua grande maioria são da pessoa que o educa, mesmo porque tais pensamentos servem de conforto e praticidade que o momento exige.

Não há como perguntar a uma criança recém-nascida se ela quer pensar, tampouco comer, vestir, caminhar, urinar, evacuar, brincar, e outros mais, pois precisa de uma direção.  

Durante o crescimento a criança aprende as coisas mais importantes para desenvolver a sua caminhada, de modo que muitas e muitas vezes pensaria, sentiria e agiria como o seu tutor, mesmo porque naquele momento querendo ou não, ela o considera o porto seguro da sua vida. 

Eu consigo pensar coisas ruins e sentir coisas boas, ou eu consigo pensar coisas boas e sentir coisas ruins?  Então seria o óbvio em que eu penso coisas boas e sinto outras maravilhosas, a vibração se eleva e a sensação de conquistas pessoais se elevam.

Entretanto, isso leva a crer que os pensamentos são formas de lidar com os sentimentos e vice-versa, porque ao pensar dependendo dos pensamentos vão surgir sentimentos que serão necessários lapidá-los a fim de direcioná-los para a melhor consecução dos objetivos.

Os pensamentos iniciam quando há um estímulo externo como sons, imagens, odores, vozes, ou aqueles que se fixaram na mente como memórias do passado ou atuais os quais podem ir e vir, sejam bons ou ruins.

E ao atrair os pensamentos sejam bons ou ruis é importante lapidá-los, peneirá-los usando a auto reponsabilidade, e nesse momento a responsabilidade é de cada um, uma vez que a pessoa raciocina, pondera e analisa, assumindo inteiramente as consequências boas ou ruins dos seus pensamentos. 

E, ao assumir inteiramente as consequências boas ou ruins dos seus pensamentos, a pessoa não teria mais a vantagem de dizer a si própria: “Ele, ela, isso ou eles me fizeram sentir ou agir desta ou daquela forma”. (ROSENBERG, Marshall B, p. 50-60, 2006).

Portanto ao dizer que se pensou e agiu pela mente do outro, ou por influências do meio enfim, seria a defesa mais técnica para justificar os possíveis erros e acertos, porém em nada dessa justificativa contribuiria para o aprendizado na vida, e para a auto responsabilidade. 

 

Haveria muito assunto para falar sobre o tema, mas no momento fico por aqui.

 

Até breve!!!



REFERÊNCIA:

 

ROSENBERG, Marshall B. Comunicação Não-Violenta: Técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. 3. ed. São Paulo: Ágora, 2006.

← Voltar para a home

Leia também